sábado, 31 de agosto de 2013

Capitulo 32

Dedicado a Thayná Pedretti! Desculpa, pediu pra mim dedicar e eu perdi seu comentário aqui na fanfic, por isso atrasei... Beijos.

Eles mal passaram pela porta com e Luan já disse, chegando por trás de mim que abria a porta. 
- Temos uma novidade! - Sorria. 
Pegou Lilian do colo da mãe. Entramos e sua mãe perguntou o que era. Ele parou, me olhando sorrindo. 
- Eu e a Carol estamos namorando. - Ele estendeu a mão pra mim e eu peguei, ficando ao seu lado. 
- Namorando? - Dona Marizete fez cara de surpresa. 
- É, por enquanto namorando. - Rimos. 
Bruna veio logo correndo me abraçando, dizendo que sabia desde aquele dia em sua casa. 
- Vocês tem certeza que não estão confundindo nada? 
- Temos mãe. 
- Então eu to feliz! - Ela sorriu e veio nos abraçar. 
O dia foi gostoso, e logo todos estavam sabendo. As fãs do Luan se assustaram, mas depois ficou tudo certo. Estava entretida com a festa junto com a Bruna, e tinha trabalho pra fazer. Lilian começou a querer andar e tentar falar, quando vimos estava engatinhando por tudo e querendo levantar. Bruna e estávamos dando telefonemas pras coisas da festa na cozinha, enquanto Lili brincava na sala. Luan não estava em casa, mas ia chegar e escutei gritos da sala.
- Muié, vem aqui agora! 
- O que foi? - Bruna olhou. 
- Não sei. - Estava com o celular desligado, tinha acabado de terminar uma ligação. 
Corremos pra sala e demos de cara com Lilian dando passos devagar em direção ao Luan. 
- Luan?
- Vem filha... - Ele me olhava sorrindo e então ela apertou o passo mais segura e foi mais rápido até ele. 
- Meu Deus, filha, que linda! - Ele apertava ela num abraço.
Eu e Bru olhávamos sorrindo e me aproximei, pegando ela de seu colo. 
- Como foi isso amor? - Dei um selinho nele. 
- Eu abri a porta, sorri pra ela e ela veio vim em minha direção. - Ele ria.
Apertamos muito ela, depois Luan foi tomar um banho. Nos divertimos muito naquela semana, com Luan, mas o aniversario estava se aproximando e com isso o aniversario de morte de Duda. Fiquei preocupada. Luan estaria em casa, e pensei que talvez fosse ser melhor. No dia anterior, tivemos uma noite gostosa depois que Lilian dormiu. Nos amamos e dormimos juntos. Mas quando acordei, Luan não estava ao meu lado mais.

Narrado por Luan. 

Abri os olhos e vi Carol ao meu lado, sorri ao ver que somente um lençol cobria nossos corpos. Peguei meu celular e ao ver a data, lembrei que era o dia que eu não queria que chegasse. Fiquei um tempo olhando pro teto e pensando em tudo, mas me levantei e me permiti chorar no banho. Um choro entalado. Quando me acalmei, sai e me troquei. Tomei cuidado para Carol não acordar. Eu sabia onde queria ir, queria enfrentar meus medos. Fui até Lilian, ela dormia, como um anjo. Dei um beijo em seu rosto e peguei a chave do meu carro, saindo. Fui o caminho todo pensativo, e me faltou coragem quando parei o carro em frente a casa dos meus pais. Era bem cedo, eles certamente estavam dormindo. 
- Larga de ser covarde Luan. - Disse pra mim mesmo. - Se não entrar agora que veio até aqui, não entro mais. 
Procurei a chave da casa no porta luvas e sai do carro. Respirei fundo, bem fundo e abri a porta. Tudo estava igual a um ano atras, minha mãe tinha feito poucas mudanças. Primeiro parei na sala de visitas. Porta-retratos me chamaram atenção. Havia muitas fotos de Lilian e uma, bem no centro, minha com Lilian e Carol. E ao lado, minha com a minha família. Havia uma de Duda, comigo e com Lili, assim que Lili nasceu. Eu nem lembrava daquela foto. Tinha algumas de Bruna e de meus pais também. No fundo, uma minha com Carol mais novos chamou a atenção. Eu lembrava dela ali, e lembrei que foi motivo de algumas olhadas tortas de Eduarda algumas vezes. Deixei os porta-retratos e fui andando até a sala de TV. E então a escada. Me lembrei de tudo acontecendo, podia até ver a cena em minha frente. Deixei algumas lagrimas caírem e então me sentei na escada. Fiquei por alguns minutos chorando e pensando na vida. 
- Mas quer saber? Chega de chorar Luan. - Me levantei. 
Eu tinha que realmente tocar a minha vida, cuidar de Lilian e ser feliz,mais do que já estava sendo, ao lado de Carolina. Pensei nas vezes que ela me dizia que minha mãe sofria com meu afastamento. Ia embora, sem me despedir ou deixar alguém me ver, mas decidi que não. Subi correndo e entrei no meu quarto. Estava exatamente do jeito que eu tinha deixado. Então sai e parei em frente ao quarto dos meus pais. Abri devagar e espiei. Eles dormiam, então entrei e andei devagar até a cama. Me joguei no meio dos dois e comecei a falar alto.
- Ah, pode acordar os dois! Eu chego e está todo mundo dormindo? Como assim? Ninguém vai me receber não?

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Capitulo 31

Dedicado pra Maria Murta, minha leitora fiel desde sempre! Lembro de você linda hahaha É aniversario dela, e apesar de ter passado da meia noite, quero desejar tudo de melhor no mundo pra você! Parabéns, feliz aniversario!

Apesar de querer voar no pescoço dele, eu me surpreendi e muito, ficando sem reação. Nem nos meus melhores sonhos aquilo era possível! Abri um sorriso enorme e ele também, mas ele tinha a angustia no rosto.
- Eu estou angustiado de tanto que você demora pra responder! - Ele riu nervoso. 
Levei minha mãe até seu rosto devagar e acariciei. Ele colocou a mão sobre a minha e apertou, até abaixando um pouco o rosto e se entregando as minhas caricias, de olhos fechados. 
- Seu toque é bom. - Ele disse sem abrir os olhos. 
Me aproximei devagar e então ele sentiu e se ajeitou, soltando minha mão e se ajeitando. Estava a poucos centímetros de sua boca, olhávamos um aos olhos do outro, enquanto eu ainda acariciava seu rosto. E então nos beijamos, com carinho, como se fosse a primeira vez e estivéssemos num sonho. Luan me apertou a ele, puxando minha nuca e entrelaçando as mãos em meu cabelo, firme mas com carinho e eu ainda segurava seu rosto. Luan tinha uma coisa que poucos tem. Ele sabe ir a dois extremos, sabe ser carinho, delicado, e me tratar bem, mas também pode ser grosso e bruto, tudo ao
mesmo tempo, em uma linha de equilíbrio que eu amava, pra ser bem sincera. Quando nos soltamos, olhei em seus olhos e sorri. 
- Isso te responde algo?
- Sim. - Ele me olhou sorrindo. - Mas quero ouvir você dizer, ouvir da sua boca, nessa voz linda. - Ele olhou pros meus lábios e passou o polegar por eles.
- Então agora eu vou dizer um monte de coisas também... - Rimos. 
- Fale o quanto quiser. 
Sorri tentado ficar um pouco menos nervosa e dizer tudo o que tinha pra falar, mas meu coração começou a bater forte e descompassado. 
- Olha o que você faz comigo. - Peguei em sua mão e levei até meu coração. 
- Você não fica atrás. - Ele riu e fez o mesmo gesto que eu. 
O coração dele batia forte e rápido, tanto quanto o meu. Com minha mão sobre seu coração ainda, continuei a dizer.
- Lu, eu quero te falar umas coisas. Desde que eu me começo por gente somos amigos, e eu a vida toda pensei em como seria perfeito crescermos juntos, como a gente sonhava, pequenos, lembra? - Ele afirmou sorrindo. - Mas as coisas mudaram quando eu tinha mais ou menos 14 anos. Só quando você começou a olhar pra garotas, dizer pra cá e pra lá que iria ficar com uma, com outra, que eu percebi o quanto eu estava apaixonada. Eu já te amava naquela época, e eu comecei a perceber nessa idade. Mas as coisas tomaram outro rumo. Eu sofria cada dia que você chegava me contando suas aventuras e sofri também cada namoro, cada decepção sua. Quando fui pra faculdade e você cantar, a Duda apareceu, com o tempo o seu namoro e depois, aquele dia que ela disse que estava gravida e você a pediu em casamento. Eu jurei que nunca mais pensaria em você, em você como alguém pra amar. Só que o mundo dá tantas voltas não da? Eu queria dizer que nada no mundo vai ser maior que o amor que sinto por você, cada segundo da minha vida! E então, se eu não topasse, eu seria uma idiota bem grande. - Ri.
Ao final, já chorava. Luan me abraçou e sorrindo me beijou de novo. 
- Eu te amo, eu te amo minha princesa. - Ele derramou algumas lagrimas e limpou as minhas. - Vou ser eternamente grato pelo que fez por mim e por Lili, e agora seremos uma família de verdade, eu te prometo. 
- Não promete. 
- Por que? 
- E se você não puder cumpri-las? 
- Você tem razão, minha namorada. - Ele sorriu. 
- Meu namorado. - Sorri igualmente. 
Jantamos naquele clima, abraçados, conversando. Depois ele quis comer de sobremesa espeto de morango com chocolate e fomos comprar numa loja de chocolate do shopping. Assistimos o filme mais entretidos um com o outro que com o que passava. Quando saímos o shopping estava fechado. Fomos pra casa e então tivemos nossa primeira noite de amor. Nos entregamos de corpo e alma não somente ao desejo, mas muito mais ao amor. 

Acordei com o sol entrando pelas cortinas e dois olhos intrigados e um sorriso perfeito. 
- Dormiu bem minha pequena? 
- Nunca dormi tão bem na minha vida. - Sorri pra ele. 
- Acho que nem eu. - Rimos. - Quero contar pro mundo todo que você agora é minha! 
- Vamos com calma mocinho. 
- Mas por que? - Ele fez careta. 
- Primeiro temos seus pais...
- Eu sei, eu sei. Vamos chamar eles pra almoçar? 
- Que horas são? - Ri. 
- Sei lá. - Me afastei dele rapidamente pra ele se levantar. 
Luan se dobrou pro lado procurando o celular. 
- Onde eu enfiei o celular? 
- Não sei Lu.
- Achei... - Ele pegou no chão. - Acho que caiu ontem. - Rimos. - São onze horas ainda. 
- Liga lá. - Ele se deitou, discando.
Conversou com a mãe dele, combinou um churrasco. Seu pai compraria as coisas e viriam pra casa. Ele levantou, foi tomar banho no banheiro do meu mesmo e saiu com a toalha enrolada na cintura. Me levantei, ele me deu um selinho e foi pro quarto dele se trocar. Tomei banho bem demorado, sorrindo. Mal cabia em mim de tanta felicidade. Quando sai, me troquei e encontrei Luan na churrasqueira, já acendendo. Dei uma geral na casa e logo seus pais chegaram.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Capitulo 30

Ele parou em frente a um shopping perto de casa. 
- Vamos ser normal um pouco? 
Comecei a rir.
- Estou louca pra isso. 
Entramos no estacionamento e depois pela entrada do mesmo local. Quando estava andando, ele pegou na minha mãe, apertou firme e me olhou sorrindo. Andamos de mãos dadas e passeamos pelo shopping inteiro. Olhamos as vitrines, entramos em algumas lojas. Eu estava encantada com seu sorriso e ainda mais com a situação. Andar de mãos dadas, ele feliz por viver uns minutos de pessoa normal e eu por viver isso com ele. O local estava bem tranquilo, vazio. Era meio de semana. Mas então passamos por um cinema. 
- Nossa, devíamos ter vindo assistir um filme... 
- Tem mais tarde, podemos assistir... Que horas vai pegar Lili? 
- Ela vai dormir lá. Podemos madrugar fora se você quiser. - Rimos. 
- Olha, estamos podendo. - Ri. - Vamos assistir? 
- Vamos sim! - Escolhemos um filme e eu fui comprar, pra ninguém reconhece-lo. 
- Vamos comer? - Ele perguntou. 
- Vamos. 
Subimos pra praça de alimentação e resolvemos comer em um restaurante mineiro que havia ali. Luan gostava, e eu também. As mesas eram dentro, então pra gente, era melhor. Fomos atendidos pelo gerente, quando Luan foi reconhecido. Estava vazio, então foi super tranquilo. Depois de Luan conversa um pouco com ele, fizemos os pedidos e então ficamos sozinhos de novo. Ele me olhou sorrindo, estendeu a mão pra mim por cima da mesa. Peguei nela e sorri. 
- Está gostando do nosso passeio? 
- Estou amando... Acho que nunca fizemos isso. - Ri. 
- Verdade. Mas espero fazer sempre. 
- Eu também. Por que você está se sentindo bem não está?
- Lógico! 
- Então temos que repetir isso. 
- Vem aqui... - Ele levantou minha mão puxando um pouco. 
- Eu to aqui... 
- Senta aqui do meu lado. 
Me levantei e sentei ao seu lado. Ele me olhar com um brilho no olhar tão bonito que eu não conseguia desviar os olhos. 
- Vou gravar uma musica nova, quer ouvir?
- Serio? - Abri o sorriso. - É claro que eu quero! 
- Chega mais perto. 
O banco era do tipo sofá, sentei mais perto, colado nele. Luan passou as mãos pelas minhas costas e se aproximou do meu ouvido. Comecei a me arrepiar, mas não parei ele. 
- Presta atenção na letra, ta bem? - Ele falava sussurando. 
- Vai cantar no meu ouvido mesmo? 
- Vou ué, problema? - Ele riu. 
- Nenhum. - Sorri. 
- Fica quieta e presta atenção muie! 
Rimos e ele começou a cantar, ainda sussurando. 
Já pensou, se a gente for, um pouco mais ousado nesse nosso lance? Já pensou, transformar a nossa amizade num lindo romance? Presta atenção em tudo o que a gente faz, já somos mais felizes que muitos casais. Desapega do medo e deixa acontecer, eu tenho uma proposta para te fazer... Eu, você, dois filhos e um cachorro, um edredom, um filme com o frio de agosto, e ai, cê topa? 
Quando Luan começou, não conseguia nem me mexer, mas no meio, ele começou a beijar meu rosto de leve e relaxei. Olhava pra ele sorrindo, enquanto ele tinha o mais belo exemplar desse gesto no rosto. Quando ele terminou, apertou meu abraçou e com a outra mão, virou meu rosto pra ele. 
- Eai, cê topa? 
- Você ta brincando? - Ri e ele fez o mesmo. 
- Carol... - Ele pegou na minha mão e olhou nos meus olhos. - Eu pensei muito nisso, na verdade desde que você saiu de casa, á quase 3 meses. Eu estou sendo ousado agora, por que eu não faço ideia do que você sente. Mas eu preciso te dizer o que eu sinto. Eu estou completamente apaixonado por você, o que eu nunca imaginei que fosse me acontecer, por que você era minha irmã e ainda não imaginei que fosse me apaixonar tão rapido depois do que aconteceu com a Duda. Hoje eu tenho duvida se o que sentia por ela era mesmo tão forte como eu pensava, por que por você, ta ficando cada dia maior. Preciso te dizer, eu ela nunca vai sair da minha cabeça totalmente, ela vai estar sempre aqui, mas eu estou te amando de verdade. E eu quero recomeçar a amar com você. A gente pode começar devagar, eu quero começar devagar. Eai, cê topa namorar comigo? 

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Capitulo 29

Estávamos almoçando quando tocou o celular de Luan. Me envolvi na ligação quando vi seu tom de voz ficar assustado. Em segundo, vi Luan ligar pro piloto do avião e combinar um voo de urgência. Ele me olhou assustado. 
- O que aconteceu? - Perguntei seguindo ele, que tinha levantando da mesa. 
Ele entrou no quarto meio confuso, começou a andar de um lado ao outro, mas depois sentou na cama e me olhava assustado. 
- O que foi? - Peguei em sua mão sentando ao seu lado. 
- Era uma assistente social, ela ligou e disse que Lilian vai voltar, que os pais de Duda morreram em um acidente de carro! 
- Que? 
- Eu não entendi Carol, eu não sei. - Ele colocou as mãos na cabeça. 
- Acidente? 
- É, e a Lilian está sozinha... Vamos ter que ir pra Campo Grande. 
- Mas e eles? 
- Ela disse que eles morreram Carol. 
- Morreram? 
- Eu não queria que fosse assim. - Lagrimas preencheram seus olhos. 
- Calma. - Abracei Luan. - Eles maltrataram sua filha, tiraram ela de você, e você consegue chorar por eles. 
- Isso é ruim, eu sei. 
- Não, é bom. Mostra que você é uma pessoa pura de coração. Eu tenho orgulho de você. 
Logo estávamos em Campo Grande. Tivemos que buscar o velório estava acontecendo e então fomos direto pra lá. Os pais do Luan e Bruna estavam com a gente. Quando chegamos, tinha bastante gente. Eram pessoas importantes, conhecidas. Lilian estava ali com a babá e uma assistente social. Luan foi até elas com seu pai, pegou Lilian, abraçou. Seu Amarildo também matou a saudade dela, mas a pequena não quis sair do colo do pai. Devia estar assustada com tanto movimento. Seu Amarildo conversou muito com a social que estava com ela, e a mesma lhe entregou um papel de guarda provisória da Lilian. A permanente seria entregue na audiência que Luan tinha pedido. Elas se despediram e eles vieram até nós. Lilian quando me viu, estendeu os braços e eu peguei ela. Bruna e Mari beijavam muito ela. Ficamos um bom tempo ali, apesar de Lilian se demonstrar impaciente. Luan queria ficar e então ficamos, demonstrando maior respeito aos dois. Quando fomos embora de Campo Grande, os pais do Luan ficaram. Na hora de dar banho, achei outra marca, dessa vez na perninha. Luan apareceu sorrindo. 
- Essa menininha ta dando trabalho?
- Não. - Sorri. - Mas, olha. 
Levantei a perninha dela. Ele balançou a cabeça inconformado. 
- Mas pronto, acabou, agora ela está aqui com a gente. - Ele acariciou seu rosto. 
Troquei ela sobe olhares dele e ele ninou ela, até dormir. Fui pro meu quarto e então ouvi batidas dele na porta. 
- Entra Lu.. 
Ele enfiou a cabeça e disse: 
- Posso dormir com você? 
- Pode, claro... 
Conversamos muito abraçados naquela noite, e dormimos daquela forma também. No dia seguinte tive que tirar uma fotos de uma cliente pela tarde, e deixei ele com Lili. Quando voltei, estava tudo bagunçado e escutei risadas da área de lazer. Era um dia quente, Luan brincava com Lilian na piscina. Fiquei olhando de longe, até ele me ver. 
- Olha quem chegou... Chama a Carol Lili! 
Ela, já espertinha mexeu os bracinho em minha direção. Rimos e então, subi correndo pra colocar um biquíni. Quando voltei, Luan estava de costas. Pulei, assustando ele. 
- Louca! 
- Assustou bebe? 
- Bebe não Carol...
- Ta bom então, homem! - Ri. 
- Isso ai... 
Ficamos ali até começar escurecer. Saímos e Luan foi tomar banho, levou a Lilian com ele. Deu banho nela no chuveiro, e então fui pro meu quarto tomar um. Quando fui saindo do banheiro dele, ele me chamou. 
- Carol? 
- Oi. 
- Se arruma que a gente vai jantar fora... 
- Ah ta, então vou arrumar a Lilian primeiro, dai tomo banho e me troco... 
- Não, hoje vai só a gente.
- Eu e você? 
- É, Lilian vai ficar na minha mãe. 
- Tudo bem. - Sorri pra ele.
- Pode deixar, eu arrumo ela hoje. - Ele sorriu e eu fui tomar banho. 
Fazia tempos que não saia com o Luan sozinha, então toda empolgada, sai correndo, mas voltei. 
- Onde a gente vai? - Ele estava já de cueca seca trocando a pequena. 
- Não sei... - Fiz cara feia. - Coloca uma roupa normal, nada indiscreto por favor. Não vamos numa balada.
- Tudo bem. 
Tomei banho e coloquei uma calça jeans e uma blusa elegante, com um salto. Quando terminei de me arrumar, sai do quarto, encontrei ele saindo do dele, com Lilian no colo. 
- Vou levar essa pequena e a gente já vai. Ta pronta? 
- To, vamos, dai já vamos direto. 
- Beleza. 
Peguei minha bolsa e Lilian do colo dele. Arrumei ela na cadeirinha e levamos ela pra Mari. Ela saiu lá fora sorrindo e com uma cara estranha. Luan mesmo sai, deu um beijo na sua mãe, eu fiz o mesmo de dentro do carro. Quando Luan voltou, me olhou sorrindo. 
- Esquece de dizer o quanto está linda. 
- Obrigada. Você também está. Eu gosto quando se veste assim.
Ele costumava usar roupas jovens, e eu amava aquilo. Mas no dia, estava simples. Usava um boné, virado pra trás, com uma camiseta branca e calça jeans azul num tom médio. Ele fica lindo com esses tons mais claros. E um tennis descolado.
- E onde vamos? - Perguntei. 
- Topa se aventurar um pouco comigo hoje? 
- Topo tudo. - Sorri e beijei seu rosto. 
- Então bora! 
Mal sabia que a noite, reservava surpresas.

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domingo, 25 de agosto de 2013

Capitulo 28

Brincamos muito com Lilian. Mimamos e tudo mais. Os pais dele e Bruna vieram almoçar e fizemos um churrasco. Rimos, brincamos e foi uma festa. Nunca vi Luan tão feliz. Quando eles foram embora, eu fui dança um pouco. Usei a área de lazer, tinha um espaço bom. Não estava me dedicando ao ballet como antes, mas eu amava. Luan ficou me olhando com Lilian no colo, sorrindo pra mim. Depois se levantou, dizendo que ia dar banho nela. Perguntei se precisava de ajuda, mas ele negou e então deixei ele um pouco sozinho com ela, ele queria um tempo dele. Fiquei dançando mais uma meia hora, então sai e subi. Tomei um banho e então procurei Luan. Achei ele no quarto da Lilian, olhando ela no berço e chorando. 
- Dormiu? E o banho? - Abracei ele pelas costas, mas ele me puxou e me colocou a sua frente, passando os braços a minha volta. 
Lilian dormia.
- Carol, acho que estão maltratando ela. - Ele me apertou. 
- O que? - Arregalei o olho. - Por que Luan? 
Ele se abaixou e descobriu ela, com cuidado subia a manguinha da blusa dela. Tinha um hematoma, roxinho, como uma marca de dedo. 
- Luan... - Olhei pra ele deixando uma lagrima cair. 
- Arruma as coisas dela, e as suas, se você quiser ir junto comigo, por que vamos embora amanhã. 
- Como? - Me desesperei. 
- Vamos levar ela embora, eu não deixo minha filha voltar pra lá de jeito nenhum. 
- Luan, não é assim que se resolve as coisas... 
- Vou resolver como? 
- É sequestro! 
- Ela é minha filha! 
- Luan, calma... - Ele saiu andando atras dele. - Luan, você não pode fazer isso, para! - Ele pegava algumas roupas e colocava numa mochila. 
- Se você não for eu vou sozinho. 
- Luan, é sequestro Luan! - Comecei a chorar. - Você não vai sair daqui com ela! 
- Carol, eu não vou deixar maltrata-la! 
- Calma, podemos resolver de outro jeito! 
- É minha filha! 
- Mas a guarda não é sua! 
- Eu não vou deixar ela ir embora. 
- Eu vou ligar pro seu pai. 
- Não faz isso! 
- Vou fazer sim! - Disse já discando os números. 
- Alô? 
- Amarildo? 
- O que foi Carol? 
- O Luan quer sumir com a Lilian. 
- Desliga esse telefone Carolina. - Ele me olhou serio.
- O que você disse? 
- Ele quer sumir com ela, ir embora. Não deixa por favor, é sequestro! 
- Calma. Eu vou ai, segura ele ai. 
Ele desligou e Luan me olhou bufando. 
- Não acredito que você fez isso. 
- Você quer ser preso? 
- Carolina, agora eu vou ter problemas... 
- Você não me deu escolha! - Chorei. 
Em minutos o pai de Luan chegou e entrou com ele no quarto. Conversaram quase uma hora e quando ele saiu, me abraçou. 
- Se acalma que ele não vai fazer nada. 
- Obrigado. 
- Me chama qualquer coisa. 
Ele voltou pra casa e bati no quarto do Luan. Dormir ali com ele aquela noite, e no dia seguinte ele ligou pro advogado. Mais a noite, os pais de Duda vieram pegar Lilian, e eu que entreguei chorando, já que Luan não quis nem olhar na cara deles. O advogado entrou no dia seguinte com um pedido para adiantar a audiência. Tiramos fotos e tudo pra provar os hematomas de Lilian, mas não foi preciso, naquela semana, quando chegamos de viagem, um telefonema nos assustou. 

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sábado, 24 de agosto de 2013

Capitulo 27

- Eu conversei com seus pais! Eles, a Bru, e eu estamos preocupados com você. Achamos que talvez, fosse mais fácil passar por tudo isso... - Falava com cuidado. - Se você tivesse uma ajuda, se conversasse com alguém, se abrisse...
- Onde quer chegar Carolina? - Ele perguntou serio. 
- Achamos que você poderia conversar com um profissional, seria bom e... 
Ele puxou a mão da minha.
- Psicólogo? - Perguntou já em pé a minha frente.
- Sim, pensa bem, seria bom e... 
- Da onde veio essa ideia? Pra quem seria bom? Pra vocês? 
- Luan...
- Carolina, chega! Eu não vou procurar um psicólogo. 
- Tudo bem, tudo bem! Foi só uma sugestão, não precisa ficar nervoso! - Me aproximei e abracei ele. - Pronto, acabou esse assunto. 
- Não toca mais nesse assunto. - Ele beijou meu rosto. 
- Não vou tocar.
Segunda chegou voando e quando voltamos fui pra casa de Luan. 
- Quer que eu te leve até o apartamento?
- Está me expulsando? - Perguntei sorrindo. 
- De forma alguma. Só não quero que fique aqui obrigada, preocupa comigo. 
- Estou aqui por mim, por que gosto daqui. 
- Eu queria te pedir pra voltar, pra sempre. - Ele me puxou pra sentar em seu colo no sofá da sala. 
- Pede. - Sorri. 
- Não, não posso fazer isso. 
- Por que?
- Por que o juiz disse, na audiência quem que perdi a Lilian... - Seus olhos lotaram de lagrimas. - Ele me disse que se você estivesse aqui, era diferente. 
- Mais um motivo... 
- Não... Não posso te usar pra conseguir a guarda dela de volta. 
- Luan, eu... - Sorri. - Eu quero voltar, não só pela Lilian ou por você, quero voltar por mim. 
- E as coisas que eu te disse? 
- Esquece tudo que me disse, eu já esqueci. - Abracei ele. 
- Quando você volta? - Ele riu. 
- Quando posso voltar? - Sorri. 
- Não precisa nem ir pegar suas coisa. - Ele riu. - Amanhã a Lilian está chegando, que saudade que eu estou dela. 
- Somos dois, eu to louca de saudade... 
- Minha princesinha... - Seu olhar ficou triste. 
- Lu... - Segurei seu rosto e forcei ele a olhar nos meus olhos. - Eu te prometo que a gente vai conseguir que ela volte pra casa, eu te prometo. 
- Eu acredito. 
Meu coração começou a bater mais forte com o olhar dele em mim e eu senti, encostado em mim, o dele ficar agitado também. Aproximei o rosto do dele e depositei um selinho longo em seus lábios, e logo senti a mão dele sobre minha nuca, me apertando e grudando mais a ele. Mas não deixei aumentar o nível. Cortei sorrindo e levantei de seu colo.
- Vou fazer lanche pra gente hoje. O que acha? 
- Por mim tudo bem... - Ele sorriu me olhando e depois pegou o controle e ligou a TV. 
Quando cheguei a cozinha, encostei na mesa e passei as mãos sobre meus lábios, fechando os olhos. Imaginei nós dois, numa praia quente. Luan estava sentando, com Lilian sobre sua perna, sentadinha, com um chapeuzinho por causa do sol e um brinquedo na mão. Luan, só de bermuda, olhava reclamando enquanto eu passava protetor em seu rosto. Como eu quero algo assim. Algo feliz. E de repente, parecia tão alcançável. Balancei minha cabeça. 
- Para de sonhar Carolina! - Sorri pegando as coisas pro nosso lanche. 

Acordei com o despertador. O quarto estava escuro, mas lembrei do motivo e levantei correndo. Deixei tudo que eu e Luan tínhamos desarrumado na noite anterior em perfeita ordem. Tomei banho e me troquei, quando terminava de prender meus cabelos em um coque malfeito, o interfone tocou. Era os avós de Lilian, liberei a entrada e lembrei que Luan tinha pedido pra acordar ele. Bati na porta do seu quarto e abri. Ele dormir igual a um anjo. 
- Lu, a Lilian chegou. - Acariciei o seu rosto. 
- Chegou? - Ele abriu os olhos sentando.
- Ta entrando.
- Ai que bom. 
Ele levantou só de cueca e colocou uma bermuda, e uma camiseta. Foi até o banheiro e logo escutamos a campainha. Luan saiu correndo e fiquei perto, mas atras. Ele abriu a porta sorrindo. 
- Bom dia. - Disse pros avós dela. 
Quando Lilian viu Luan, pulou no colo do avô. Luan estendeu os braços e pegou ela, beijando abraçando.
- Que saudade de você minha pequena. 
Luan saiu da porta e sentou no sofá com ela. Fui até a porta e pedi pra eles entrarem. Eles sentaram e fui até o Luan, acariciando o rosto dela. Ela estendeu os braços e Luan me deu ela.
- Quer ir com a Carol? 
Abracei ela e beijei. 
- Minha pequena. 
- Ela voltou? - A avó dela perguntou pro Luan. 
- Voltou, pra ficar. 
Eles começaram a conversar sobre Lilian e combinavam o horário que pegariam ela no dia seguinte, pela noite. E então, quando eles foram embora, o espirito da casa voltou. 

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Capitulo 26

- Levanta agora! - Puxei o cobertor de Luan. 
- Nossa, para Carol! - Ele reclamou colocando a mão na bunda descoberta. 
- Nunca te vi de cueca Luan! 
Eu tinha dormido com ele no quarto e ele não estava querendo acordar. 
- Me deixa quietinho.
- Você vai viajar em uma hora e meia! 
- Seria demais pedir pra não ir? Pra me deixar aqui mofando na minha cama? - Ele reclamou escondendo o rosto no coberto. - E me cobrir, claro. 
- Seria muito demais pedir isso, por que você vai acabar com o meu passeio. 
Ele levantou a cabeça e arqueou as sobrancelhas pra mim. 
- Que passeio? 
- Não está precisando de uma fotografa? - Ele sorriu. - Mas já vou avisando que se não levantar agora você vai do mesmo jeito, mas sozinho. 
- Ah, não acredito que você vai! - Ele já se sentou. 
- Minhas malas estão prontas! E as suas? 
- Eu arrumo em dez minutos.
- Então anda que só vão restar 1h20 pra você se arrumar. Vou na casa dos seus pais e quando eu voltar você vai estar pronto né? 
- Vou, pode deixar! - Ele já estava no banheiro escovando os dentes. 
- Quer vir comigo? Eu te espero. 
Ele virou o rosto pra mim, me olhou sem graça. 
- Não, eu vou me arrumar. 
- Tudo bem. 
Não insisti. Peguei meu carro e fui até a casa, próxima dali. Dona Marizete me atendeu, mas logo apareceu Seu Amarildo. Conversamos um pouco. 
- Eu chamei ele pra vir, insisti, mas ele não quis. 
- É melhor não insistir nesse momento. - O pai falou. - Acho que talvez devemos procurar um pro fissional pra ajudar ele com essa situação. Quando ele estava superando a perda da Duda, a Lilian vai embora... 
- Você acha Amarildo? - Mari perguntou preocupada. 
- Talvez acho que demoramos demais pra fazer isso. Talvez seja bom pra ele ouvir outras opiniões, conselhos, se abrir de uma forma mais clara. 
- Fico preocupada. E se a Lilian não voltar? - Eu me manifestei.
- Ela vai voltar. - Mari apertou de lado o marido. 
- O Luan está vivendo o luto da Duda ainda, e se ele mesmo confessou que não sabe o que está acontecendo com ele... Conversa com ele esse fim de semana, vê o que ele acha disso. Não podemos fazer nada se ele não quiser.
- Eu vou conversar. E também, terça Lilian está chegando. 
- Verdade, estou com tanta saudade. - Mari falou. 
- Eu também, acho que todos sentimos falta dela. - Falei e Amarildo concordou. 
- Carol, vou mandar a empregada lá segunda. Você chegam á noite? 
- Vamos chegar a noite.
- Melhor. - Ela sorriu. - Assim fica todo bem pra receber a princesa. 
- O advogado recorreu, vão marcar outra audiência. 
- Precisamos ganhar essa. - Sorri. 
Logo me despedi e fui embora. Quando cheguei, ouvi Luan ao telefone se despedindo dos pais, e fui arrumar uma mesa de café da manhã pra gente. Se passava das 10h e não sabia que horas almoçaríamos. Ele desceu empolgado, cantando. 
- Assim que eu gosto de te ver! - Puxei ele pelo braço até a cozinha. - Vamos comer!
- Primeiro eu quero uma coisa!
Ele me encostou na parede e a nossa proximidade começou a me deixar tonta. Olhei pra sua boca, a centímetros da minha e mordi os lábios, inconscientemente. 
- Lu, temos que parar com isso. - Sussurrei. 
- Por que? - Ele fez da mesma forma com um sorriso travesso. 
- Por que não está certo! 
- Eu não consigo parar, seu beijo é bom. 
- Não brinca comigo. - Minha voz mal saia.
- Então não brinca comigo! 
Mal tinha terminado de pensar quando ele encostou nossos lábios pedindo passagem pra minha boca. Seu beijo era suave, calmo e acolhedor. Quando nos afastamos, ele sorriu e acariciou meu rosto, mas logo se afastou e puxou a cadeira pra mim. Comemos como se nada tivesse acontecido, mas tinha, e eu tinha amado, apesar de pensar que ele só estava curtindo, brincando de me conquistar. Mal ele sabia que não precisava me conquistar. Mas, infelizmente, sua intensão não era essa. Na minha cabeça, Luan só estava carente. Era sábado, depois do show, resolvi falar com Luan, sobre o pedido de seu pai. Esperei ele sair do banho e entrei, quando voltei, ele estava no celular. Estava hospedado com ele, no mesmo quarto de hotel. Me deitei ao seu lado, erguendo o travesseiro e deixando o tronco meio sentando, como ele. 
- Lu? 
- Oi. - Ele olhou pra mim. 
- Podemos conversar? - Sorri. 
- Claro, espera só um minuto. - Ele sorriu. 
Ele twittou algo, acho que devia estar se despedindo das fãs no twitter, depois bloqueou o celular e conectou no carregador que estava do seu lado da cama. 
- O que foi? Ta tudo bem? - Ele se virou pegando na minha mão. 

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